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IGARAPÉ
 

Ps: alguém sabe como faço para redefinir o tamanho das imagens? Alguém pode ajudar, plissss?

 Escrito por GABIS às 02h24 [] [envie esta mensagem]



E essa é a Lulu nanando.

 Escrito por GABIS às 01h26 [] [envie esta mensagem]



Os dias tristes

Quando estava em São Paulo, imaginava que era o tamanho da cidade que me entristecia ou os dias frios. Pensava que, voltando para um lugar com muita luz e calor, a melancolia passaria, mas isso não aconteceu. O Lôro perguntou outro dia por que fico melancólico e respondi que não sei, mas sei que a melancolia não é paralisante como a depressão, eu sei disso. E queria que amanhã não fosse segunda-feira, que eu não tivesse que me atirar para a dureza da vida amanhã, que eu não tivesse que cair no universo dos homens sérios, dos homens. Não sei explicar: homem me encanta e me irrita profundamente, vá entender... Fui tomado de assalto por uma percepção de que a vida tá gritando comigo. Ela já passou do estágio do diálogo e agora está aos berros. A vida tá gritando: os maridos de duas amigas foram acometidos de aneurisma no coração (eu não sabia que isso existia. A gente pode, literalmente, ter uma ferida dentro do coração), o pai do Lôro sofreu um AVC, nosso amigo Brandão estava trabalhando em frente ao computador, disse ai! E caiu sobre a escrivaninha: um AVC também e minha amada Emília sofreu um transplante de rim. Todos estão vivos e se recuperando. Agora me diz: e o meu coração aguenta tudo isso? Olha, eu quero poesia, muita poesia. Eu quero estar na vida, me arriscar, sentir dor, berrar, me indignar, mas eu quero o que há de bonito também. Eu quero o museu Hermitage, eu quero a Monalisa, eu quero manhãs cheias de azul e amarelo, eu quero papo de anjo, eu quero cheiro de café invadindo a casa enquanto eu acordo, eu quero o Lôro abraçado a mim de noite, eu quero o Lôro livre e feliz, mas do meu lado, eu quero que os meus alunos leiam mais, eu queria que a Hilda não tivesse morrido agora, eu queria fazer um poema tão lindo que ninguém resistisse a ele, eu quero paz na terra aos homens de boa vontade, eu quero casa, saúde e comida para todos. Eu quero dizer "foda-se" e não sentir culpa. Eu quero tudo, tudo, tudinho.

 Escrito por GABIS às 01h19 [] [envie esta mensagem]



IGARAPÉ E RIO

Todo igarapé tem uma origem, um rio do qual ele nasce. Minha mãe é o meu rio.

 Escrito por GABIS às 13h48 [] [envie esta mensagem]



IGARAPÉ

1 Fiquei muito tempo fora desse mundinho, mas voltei porque, no fundo, não sei o que aconteceu com o mundissa. Tudo bem. Coisas nascem, coisas morrem e a gente se modifica no processo. Continuo tão ignorante em informática quanto antes, mas, confessemos: para se utilizar essa ferramenta não se precisa nascer com o cérebro do Bill Gates. Então fico aqui, não sei por quanto tempo, mas isso não importa, afinal o rio flui sem pensar que rumo toma, não é? 2 Está no Aurélio: do tupi ïara'pé, caminho d'água. S.m. Bras. amaz. Canal natural, estreito, entre duas ilhas ou entre uma ilha e a terra firme. Ilhas são pessoas, o igarapé é o meu fluxo e o meu caminho para elas, a terra firme é onde a gente põe os pés sem medo, é onde estão as castanheiras, as altas seringueiras, as acácias. E para ligar esse mundo grandioso ao outro lado onde tudo é flutuante, existe o igarapé.

 Escrito por GABIS às 13h20 [] [envie esta mensagem]